São quase 22 horas e cai um temporal daqueles aqui na cidade "maravilhosa". O dia foi quente, mas parececendo com um domingo de verão e não com a estação das flores. Pela manhã juntei a família e como bons cariocas o destino certo é a praia. Água com temperatura agradável, boa soneca na áreia, bobó de camarão em Guaratiba e mais uma soneca à tarde. Fechando o dia descolei este DVD: Soft Machine Alive in Paris. Eis um dia perfeito, boa noite e até.
Morei na capital do estado de Goias em 1986, mais especificamente na Rua 2. Estudei no Anglo e frequentei as aulas de física e matemática na UFGO. Lembro-me da feira regional na Avenida Araguai (será que era mesmo lá?), não importa, foram os anos mais produtivos da minha vinha. Vivia sozinho, como um eremíta. Buscava algo maior que conquistei 03 anos depois, já no Rio de Janeiro, quando passei no vestibular da concorrida UERJ para o mais concorrido dos cursos, a medicina. Nunca mais voltei a Gaiania,talvês essa seja uma boa oportunidade para o regresso?
Matador, outro importante selo. Tão importante que tem no seu catálogo nada mais nada menos que Sonic Youth e Cat Power. A cantora da Georgia tem todos os seus álbuns desde 1996 lançados pelo selo. Aqui temos uma linda canção em uma bela e harmoniosa interpretação de Cat Power.
Recentemente postei dois podcasts:_ As 6º & 7º edições do Kaleidoscope Collection, que tem no set list somente músicas de bandas respectivamente dos selos Sub Pop & 4AD (os playeres para acessar os podcasts encontram-se na parte de baixo dessa página). O selo 4AD é um importantes selo britânico que tem no seu catálogo várias bandas bacanas, das quis destaco a banda Department of Eagles. Abaixo segue um vídeo da banda com a música:"No one does it like you"
Hoje é dia de Circo Voador. No palco:_A psicodelia do Júpiter Maçã e a contestação do Cidadão Instigado. Na semana passada deixei de assistir ao show da turma do Hebert Viana, Bi Ribeiro & João Barone (PS)e mais a festa Ronca Ronca do imbatível Mauval devido ao estado de guerra que virou o Rio de janeiro, álias, sair a noite na "cidade maravilhosa" e futura sede dos jogos olímpicos de 2016 (é para rir ou para chorar?), virou uma roleta russa com 5 projetis no tambo prontos para explodir o mesencéfalo do pacato cidadão carioca. Fico imaginando o que fez o COI deixar de escolher Tóquio, Madri ou Chicago para escolher o Rio como sede dos jogos de 2016? Será que essa turma acha que a cidade carioca é somente zona sul, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirante? Que tal convidá-lo para um tour pelos hospitais, ruas, terminais rodoviários, estações de trem e construções das outras regiões da cidade. Bem, como o assunto desse blog é música, então, minha trilha sonora neste momento é o "Screamadelica do Primal Scream. Até, nos vemos mais tarde no Circo Voador.
Segue a lista publicada na última edição da revista Uncut que chegou ao braza:
1-THE WHITE STRIPES – WHITE BLOOD CELLS – 2001
2-BOB DYLAN – LOVE AND THEFT – 2001
3-WILCO – A GHOST IS BORN – 2004
4- BRIAN WILSON – SMILE – 2004
5-THE STROKES – IS THIS IT – 2001
6-ROBERT PLANT AND ALISON KRAUSS – RAISING SAND – 2007
7-ARCADE FIRE – FUNERAL – 2005
8-BOB DYLAN – MODERN TIMES – 2006
9-RYAN ADAMS – HEARTBREAKER – 2000
10-FLEET FOXES – FLEET FOXES – 2008
11-FLAMING LIPS – YOSHIMI BATTLES THE PINK ROBOTS – 2002
12-PORTISHEAD – THIRD – 2008
13-GILLIAN WELCH – TIME (THE REVELATOR) 2001
14-PRIMAL SCREAM – XTRMNTR – 2000
15-RADIOHEAD – IN RAINBOWS – 2007
16-LCD SOUNDSYSTEM – SOUND OF SILVER – 2007
17-THE WHITE STRIPES – ELEPHANT – 2003
18-KATE BUSH – AERIAL – 2005
19-BRUCE SPRINGSTEEN – THE RISING – 2002
20-AMY WINEHOUSE – BACK TO BLACK – 2006
21-JOANNA NEWSOM – “YS” – 2006
22-BLUR – THINK TANK – 2003
23-BETH GIBBONS AND RUSTY MAN – OUT OF SEASON – 2002
24-ARCTIC MONKEYS – WHATEVER PEOPLE SAY I AM,THAT´S WHAT I´M NOT”
25- RADIOHEAD – KID A – 2000 Como toda lista há muitos "injustiçados" que são deixados de fora da preferência daqueles de votam na escolha dos melhores. Recentemente publiquei um post com os 10 mais representativos álbuns dessa primeira década do século 21:
2000 - Raidohead, 2000, com Kid A;
2001 - The Strokes, 2001, com Is This It;
2002 - Interpol, 2002, com Turn on the Bright Lights;
2003 - The White Stripes, 2003, com Elephant;
2004 - Arcade Fire, 2004, com Funeral;
2005 - Franz Ferdinand, 2005, com You Could Have It So Much Better;
2006 - CSS, 2006,com Cansei de Ser Sexy;
2007 - LCD Soundsysten, 2007, com Sound of Systen;
2008 - Fleet Fox, 2008, com Fleet Fox &
2009 - Animal Collective, 2009, com Merriweather Post Pavilion
Ao que parece White Stripes, The Strokes, Arcade Fire, LSD Soundsysten, Fleet Fox, Artic Monkeys e Radiohead devem figurar em muitas outras listas.
Já circula na Web a informação que o novo disco dos Rolling Stones será produzido por Jack White. É bacana essa reverência que Jack White tem com a turma da antiga, seja no tipo de música que faz em todos os seus projetos ou se envolvendo mais intimamente com aqueles que são seus ídolos. O novo álbum dos Stones está previsto para 2010.
Mais uma vez aqui no braza a banda de Boobby Gillespie. Estivem em 2005 no finado Tim Festival, quando tive a oportunidade de vê-los no Rio de Janeiro, mais precisamente no armazém número 5 do cais do porto. Meus tímpanos nunca mais foram os mesmo depois da apresentação da turma de Glasgow. A parede sonora do PS que contou na ocasião com o reforço do guitarrista do My Bloody Valentine, Kevin Shields, ainda hoje reverbera nos meus ouvidos. Ãinda não sei se irei na apresentação do Primal Scream em SP por ocasião do festival que rola no Play Center...Certamente estarei acompanhando pela TV Terra que contará com presença do grande Kid Vinil e da Marina Person como apresentadores.
Quando falamos de rock'n'roll as personagens mais lembradas são aquelas do sexo masculino. Pouco nos lembramos das grandes figuras do sexo "fragil": Janis Joplin, Grace Slicks, Rita Lee para citar algumas das antigas. Atualmente temos um time de primeira no cenário: PJ Harvey, Cat Power, Patti Smiths e Kin Deal. O meu destaque vai para baixista e vocalista da minha banda mais amada de todos os tempos, descupem pela rasgação de seda, mas o Sonic Youth é o meu ideal rock e Kin Gordon a minha front women preferida. Que venha os Sonic Youth's mais uma vez ao braza.
The Feelies, o nome é uma referência ao paranóico clássico de Aldous Huxley Brave New World e também uma banda a emergir da cena underground de Nova York durante a era pós-punk. Foi uma das mais influentes de sua geração, marco fundamental da cena indie americana com seu pop avant-garde.
O Punk Rock, escupido na Inglaterra nos anos 70, foi o último grande movimento revolucionário no contexto da música pop. Há reverberações, mesmo nos dias atuais, já passados mais de 30 anos dos primeiros acordes, embora fragmentado em vários nichos isolados. Até a chegada da band girls The Slits em 1976 não havia nenhuma outra banda com as mesmas características. Influênciadas por nada menos que Patti Smith abriram para o Clash na turner de 1977 na Inglaterra. Lançaram apenas um álbum, mas o suficiente para abrir a canivete a trilha para outras bandas (p.ex.: As Mercenárias) com as mesma características.
Considerar Abbey Road o melhor trabalho dos Beatles é passível de calorosas discurssões. Excluíndo o Sgt. Pepper, Abbey Road é o mais hormonioso e conceitual disco dos besouros, que conta com canções fortes como "Because", "The End", "I Want You (She's So Heavy)" & "Come Together". Outra característica marcante de Abbey Road é ter dado vez a George Harrison para florescer como grande compositor e guitarrista em temas como "Here Comes the Sun" e bela balada extremamente melódicas "Something". A composição escolhida para fechar Abbey Road, "The End", não poderia ter sido mais apropriada.
Previsto para sair no início de 2010 uma edição de luxo do lendário álbum Exile On Main Street, cujas as sessões foram gravadas na mansão Nellcôte no sul da França, alugada especificamente para este fim por Keith Richards, jogada mestre de Keith para fugir do fisco inglês. Por enquanto é só aguarda a chegada do material e quem sabe uma tour e álbum novo dos meninos, pois pedras de rolam não criam limo.
Que Bob Dylan é o mais importante e influente artista do pós guerra ninguém duvida? Tudo que Dylan fez e ainda faz têm haver com a sua formação musical e a capacidade única de sintetizar tudo junto com a literatura, principalmente aquela feita pelos escritores da geração beat. Theme Time Radio é o retrato fiel das influências de Dylan desde os primórdios.
sábado, 29 de agosto de 2009
A década de 70, já tão distante dos dias atuais, viu nascer grandes bandas e a consolidação de outras tantas vindas dos anos 60. O Genesis foi uma dessas bandas que tem a alma dos anos 70, basta conferir o visual e o som da turma aqui neste vídeo. Mesmo atualmente podemos ouvir ecos do som feito pela turma de Peter Gabriel em bandas como Camel, Marillion, Arena & outras tantas que estão em plena atividade.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Vou me antecipar e destacar os nove álbuns que na minha modesta opinião deram o que falar na primeira década do novo século sem entrar no mérito de terem sido melhores ou piores que outras escolhas ou de serem os meus preferidos:
2000 - Raidohead, 2000, com Kid A;
2001 - The Strokes, 2001, com Is This It;
2002 - Interpol, 2002, com Turn on the Bright Lights;
2003 - The White Stripes, 2003, com Elephant;
2004 - Arcade Fire, 2004, com Funeral;
2005 - Franz Ferdinand, 2005, com You Could Have It So Much Better;
2006 - CSS, 2006,com Cansei de Ser Sexy;
2007 - LCD Soundsysten, 2007, com Sound of Systen;
2008 - Fleet Fox, 2008, com Fleet Fox &
2009 - Animal Collective, 2009, com Merriweather Post Pavilion
Fiz uma revisão das principais listas com os melhores de cada ano a partir de 2000 para tentar chegar a um nome que fosse uma unanimidade, mas esse nome não existe até o momento. Nas listas aparecem Racounters, Bob Dylan, Radiohead, Arcade Fire, LCD Soundsyasten, PJ Harvey, Muse, Fleet Fox & outros tantos. Há um nome que não chega a ser uma unanimidade, mas aparece no terceiro lugar da revista Mojo em 2006, primeiro lugar a revista Q também em 2006 e quarto lugar da Mojo em 2007 e esse nome é o Arctic Monkeys. Quem sabe no ano que vem Mojo não vai escolher a banda de Alex Turner com a melhor da década, vamos esperar para conferir.
Bob Dylan considerou nos anos 60 que a versão gravada por Hendrix para a música All Along The Watchtower era muito melhor que sua versão original. O que Bob Dylan diria dessa versão arrasa quarteirão com Neil Young? Eu diria que é uma continuidade da versão apresentada por Hendrix no Isle Of Wight Festival. Jimi Hendrix é um ícone da contra cultura dos anos 60, figura emblemática que transformou a música de Dylan em algo inimaginável até pelo próprio Bob Dylan. Vejam a versão com Neil Young & Crazy Horse:
Muitas são as imagens ícones do século 20, porém vou escolher uma imagem por década. 1 - Década de 1900 - 1910 - O vôo do 14 Bis em 23 de Outubro de 1906 em Saint Syr/Paris; 2 - Década de 1911 - 1920 - A primeira guerra mundial iniciada em 18 de Julho de 1914; 3 - Década de 1921 - 1930 - Crash de 1929, 24 de Outubro de 1929; 4 - Década de 1931 - 1940 - A segunda guerra mundial iniciada em 01 de Setembro de 1939; 5 - Década de 1941 - 1950 - O ataque nuclear a Hiroshima em 06 de Agosto de 1945; 6 - Década de 1951 - 1960 - A conquista da primeira copa do mundo de futebol pelo Brasil em 29 de Junho de 1958; 7 - Década de 1961 - 1970 - O Festival de Woodstock em 15 de Agosto de 1969; 8 - Década de 1971 - 1980 - A Explosão do Punk Rock na Inglaterra em 1977; 9 - Década de 1981 - 1990 - A queda do Muro de Berlin em 09 de Novembro de 1989 & 10 - Década de 1991 - 2000 - Nasce a internet brasileira em 1995. Como podem observar nos dez exemplos acima cada um deles contam um bocado do que foi o sésulo 20. Quando os primeiros acordes das guitarras soaram em Woodstock tinha acabado de completar 5 anos de idade e as imagens daquele tempo que se fixaram na minha retina é a reunião de cabeludos na Quinta da Boa Vista durante os piquiniques dominicais que fazia com os meus pais. O clima era de "paz e amor" em pleno A5, alienação total de parte de uma geração que foi intensamente contestada com a chegada do movimento punk na Inglaterra.
Primeira individual da artista americana Tara McPherson, We Will Rock You faz apanhado de sua arte em mini-turnê pelo Brasil, uma série de 50 gravuras exclusivas feitas à mão. No Rio de Janeiro (La Cucaracha Bazar e Galeria, 21 / 08).
Neil Young um verdadeiro ícone da música planetária. Figura carismática. Um artista único. Referência absoluta para qualquer um que desejar enveredar pelos caminhos do rock'n'roll
Atlântico Negro é o nome do novo álbum de inéditas do Catarinense radicado em Alagoas Wado. O trabalho encontra-se disponível para download no www2.uol.com.br/wado
Em nenhuma outra música dos Rolling Stones fica tão bem caracterizada a presença das duas guitarras: Mick Taylor e Keith Richards, marca registrada dos Stones desde sempre. Cada qual num canal de audio bem definido de modo que escuta-se perfeitamente os timbres e notas emitidos pelas paletadas sujas desses dois grandes guitarristas. É só colocar os headfones e curtir o petardo.
"Ninguém é filho de chocadeira". Bandas hoje consagradas no cenário nacional como Titãs, Paralamas do Sucesso e Barão Vermelho quando apareceram para o público eram pequenas e soavam estranhas. A persistência e o apoio dos meios de comunicação na época (basicamente: TV e Rádio) alavancaram a cena ajudando a criar o interesse do público numa época que não havia nem internet nem MTV. Nos dias atuais, saber trabalhar as ferramentas de divulgação disponíveis aliada a muitos shows pode ser a chave para o reconhecimento do grande público. Algumas sugestões de bandas legais:
O que mais dizer sobre um álbum que tem no seu line up Jeff Beck, Ron Wood, Rod Stewart, Mick Waller, John Paul Jones, Jimmy Page, Keith Moon e Nicky Hopkins?
Não sou surfista, mas admiro muito como essa rapaziada leva a vida. Caras como Ricardo Bocão, Frederico D'Orey e Rico de Souza trilharam os seus caminho em cima de uma pracha e fazendo o que mais gostam: surfar. Filme sobre a temática surfe como "Endless Summer", "Surf Adventures" e Zen e Zero deveriam serem vistos por todos, pois são verdadeiras obras de bom gosto. Aqui no Rio de Janeiro temos um litoral privilegiado com vários picos bacana. Fico pensando cá com os meus botões: se tivessemos governates sérios, verdadeiramente preocupados com o futuro de crianças e adolescente carentes este deveria ser um dos caminhos para tirá-los da marginalidade. Bons exemplos não faltam.
The Hypnotic Brass Ensemble recently relocated from the South Side of Chicago to Queens. For more see:
Não é a venda de 750 milhões de disco que faz com que a obra criada pelo artista seja melhor ou pior. A venda de discos interessa muito mais a industria do que ao verdadeiro artista. Recentemente tive a grata satisfação de assistir ao filme The Visitor. Filme extremamente oportuno nestes tempos de histeria coletiva. Fela Kute nunca vendeu milhões de disco, no entanto sua música e tão influente e mais importante do que a maioria feita pelos "astros pop" de última hora. O vídeo acima expressa exatamente o sentimento que tenho pela boa música, ou seja, a obra deve ser superior ao criador.
Ele nos deixou cedo de mais, mas a sua obra permanece e será eterna. Com os Mescarelos deu seus últimos suspiros no mundo dos vivos. Confira a letra de Johnny Appleseed: Lord, there goes Johnny Appleseed He might pass by in the hour of need There’s a lot of souls Ain’t drinking from no well locked in a factory
Hey - look there goes Hey - look there goes If you’re after getting the honey - hey Then you don’t go killing all the bees
Lord, there goes Martin Luther King Notice how the door closes when the chimes of freedom ring I hear what you’re saying, I hear what he’s saying Is what was true down along the soul
Hey - I hear what you’re saying Hey - I hear what he’s saying If you’re after getting the honey - hey Then you don’t go killing all the bees
What the people are saying And we know every road - go, go What the people are saying There ain’t no berries on the trees
Let the summertime sun Fall on the apple - fall on the apple
Lord, there goes a Buick forty-nine Black sheep of the angels riding, riding down the line We think there is a soul, we don’t know That soul is hard to find
Hey - down along the road Hey - down along the road If you’re after getting the honey Then you don’t go killing all the bees
Hey - it’s what the people are saying It’s what the people are saying Hey - there ain’t no berries on the trees Hey - that’s what the people are saying, no berries on the trees You’re checking out the honey, baby You had to go killin’ all the bees
Itamar: isso ainda dá repercussão Figura emblemática da modernidade negra paulista, ele deixou cerca de 30 canções inéditas gravadas, que vão sair em CD
Lauro Lisboa Garcia Tamanho do texto? A A A A O derradeiro projeto musical do compositor Itamar Assumpção (1949-2003), Isso Vai Dar Repercussão, com Naná Vasconcelos, deu muito mais o que falar do que o título previa. Não apenas pela ideia notável de Zeca Baleiro produzir esse encontro de criadores ímpares. "O som dos dois foi modificado pelos sons dos dois", definiu o percussionista pernambucano, mas o traçado original foi pro beleléu. Ou seja, ficou mais a cara de Beleléu, apelido pelo qual Itamar também era conhecido. "No fim, ele queria que o disco fosse só dele", lembra Paulo Lepetit, compositor, produtor, baixista, guitarrista e braço direito de Itamar.
Então, daquelas sessões ficaram muitas músicas gravadas e não incluídas no CD de apenas 7 faixas. Este ano, em que se completam 60 anos de nascimento de Itamar (no dia 13 de setembro), elas devem vir a público em dois CDs, com cerca de 30 faixas inéditas. Um dos álbuns terá Lepetit como produtor, o outro, Beto Villares - o nome por trás de alguns dos melhores álbuns da temporada, entre eles, Pelo Sabor do Gesto, de Zélia Duncan, que inclui outra inédita de Itamar (Duas Namoradas, com letra de Alice Ruiz).
Com repertório já digitalizado, os dois álbuns vão integrar a Caixa-Preta, que o Sesc (Serviço Social do Comércio) vai lançar, reunindo todos os outros discos de Itamar. Ele ainda ganha um programa especial da TV Cultura (leia abaixo) e também é parte importante do documentário que Ribamar de Castro, hoje radicado na Espanha, está realizando sobre o Lira Paulistana, lendário teatro da Praça Benedito Calixto, do qual foi sócio, e abrigou a moderna música de São Paulo, a chamada "vanguarda paulistana", Itamar incluído, nos anos 1980.
Outro documentário, só sobre Itamar deve ser realizado pelo Itaú Cultural. Segundo a assessoria, isso ainda é um "projeto futuro", talvez para 2010. A ideia ainda precisa ser amadurecida. Segundo Lepetit, os discos também dependem de detalhes burocráticos, como a liberação de um simples trecho de uma letra traduzida para o japonês, que o autor precisa autorizar.
"Trabalhamos muitos anos juntos. Começamos em 1981 e uma das primeiras coisas que ele me falou era que a gente podia tocar junto a vida toda. Eu disse que uma vida era muito tempo, mas isso acabou acontecendo", lembra o músico. "Tivemos algumas brigas, idas e voltas, ele se foi, mas a gente continua trabalhando com ele."
As "sobras de estúdio" com as quais Lepetit vai produzir seu disco, na maioria, vêm das sessões do encontro com Naná. "Aquele projeto era pra ser um show, eu sugeri que fosse um disco. Depois houve um desentendimento sobre o destino do disco, então a gente parou", lembra.
Durante aquele período, já sem Naná, a cada dia Itamar chegava ao estúdio de Lepetit "com umas quatro ou cinco composições novas". "Nessa fase ele estava muito produtivo e a gente gravou umas 30 músicas. O processo era sempre esse: ele gravava voz e violão, e depois a gente trabalhava em cima. Por isso sobraram muitas, mais de 20, só comigo, fora as outras que foram recolhidas em outros estúdios."
Anelis Assumpção, filha dele, fez uma triagem dessas gravações e de outras que integrariam os volumes 2 e 3 do projeto Pretobrás. "Apesar de não ter os contratos fechados, estamos trabalhando há mais de dois anos na regularização da parte jurídica da obra", diz Ana Paula Malteze, coordenadora do Selo Sesc. "Como ele fez esses discos de forma independente, não havia documentação. A ideia é lançar a Caixa-Preta até o fim do ano. Era um projeto do próprio Itamar ter uma compilação de toda a obra com esse nome."
Os fundamentais discos gravados de Itamar foram lançados por várias gravadoras. Os dois primeiros, Beleléu, Leleu, Eu - Isca de Polícia (1980), um clássico instantâneo, e Às Próprias Custas S/A eram do selo Lira Paulistana e passaram para a Baratos Afins, que lançou a espetacular trilogia Bicho de Sete Cabeças (1993), que gravou com uma banda de mulheres, As Orquídeas. Sampa Midnight - Isso Não Vai Ficar Assim, foi produção independente, gravação de um show. Intercontinental! Quem Diria! Era Só o Que Faltava!!! (Continental/Warner) foi o único título dele produzido e lançado por uma grande gravadora. Tinha parceria com Jards Macalé (Zé Pelintra) e duas canções que repercutiram posteriormente na voz de outras cantoras: Sutil (Ná Ozzetti) e Filho de Santa Maria (Zizi Possi).
Ataulfo Alves por Itamar Assumpção - Pra Sempre Agora (1996), seu inusitado tributo ao compositor mineiro, saiu pela Paradoxx. Título dos mais burilados, Pretobrás - Por Que Eu Não Pensei Nisso Antes (1998) é da Atração. Finalmente, Isso Vai Dar Repercussão, gravado em 2001, mas só lançado postumamente em 2004, pertence à Elo Music, de Paulo Lepetit.
Segundo Riba de Castro, a morte de Itamar foi o que o impulsionou a contar a história do Lira Paulistana, primeiro escrevendo um livro e depois realizando o filme. "Sem a menor dúvida, Itamar Assumpção estará muito presente no documentário sobre o Lira, por meio de sua música, do depoimento de sua filha Anelis, da letrista Alice Ruiz e vários artistas que dividiram o palco com ele." Idealizada e dirigida por ele, a produção está em fase de captação de recursos para sua finalização.
Como artista gráfico, Riba fazia toda a programação visual do Lira. Para o lançamento do primeiro disco de Beleléu com a Banda Isca de Polícia (na época Bando), ele fez um cartaz que mostrava o rosto de Itamar atrás de grades. "A partir desse cartaz criei o cenário para a temporada no teatro. O palco transformou-se numa cela de cadeia. O show começava com o som de uma sirene de polícia, com as luzes apagadas, os músicos entravam com uma lanterna em direção a seus instrumentos", lembra. "Itamar, com outra lanterna, iluminava as caras na plateia, enquanto eu iluminava sua cara de baixo para cima. Quando se acendiam as luzes, Itamar e seu Bando estavam cercados por grades, separados do público. Foi algo difícil de fazer dentro do Lira, pois as arquibancadas estavam a pouco mais de um metro do palco. Era uma apresentação bastante teatral." Era 1981. Já não era tempo do IA ser relembrado.
O que mais escrever sobre Arnaldo Baptista e os Mutantes? O documentário longa metragem Loki está em cartaz nos cinemas da cidade e pode responder a esta e outras perguntas. Tive contato com os Mutantes no longíncuo ano de 1985. O rock brasil fervia com bandas que emulavam o som do pós punk inglês e da new wave americana. Quem comandava as paradas de sucesso das rádios pelo Brasil e nos programas de auditório do Chacrinha eram os Titãs, a Legião Urbana, o Capital Inicial, os Paralamas do Sucesso, Lobão, Ultraje a Rigor, Kid Abelha, Barão Vermelho e muitos outros menos conhecidos da época. Estava circulando pelas ruas de Goiana quando me deparei numa das poucas lojas de disco da capital do centro oeste com três discos dos Mutantes relançados naquele ano pelo selo Baratos Afins. Eram eles Os Mutantes, Divina Comédia ou Ando Meio Desligado, Mutantes e seus Cometas no Pais dos Baurets. Comprei os quatros e cheguei a seguinte conclusão depois de tê-los ouvidos:_ o rock brasil teria que evoluir muito para alcançar a ponta da cauda do cometa Mutantes, quanto ao núcleo central dificilmente alguém ousaria chegar. Passados 24 anos da primeira audição, os vinis ainda estão comigo, sinto as mesmas emoções de sempre e continuo afirmando que no rock brasil Os Mutantes estão no núcleo central e os todos os demais circulando ao redor. Para quem achava que não tinha nada mais a escrever sobre Arnaldo Baptista e Os Mutantes até que saiu uma lembrança bem legal. Abaixo o trailer de Loki
Espero ansioso pelo show Zii e Zie aqui no Rio de Janeiro. Nada pode ser mais bacana para um senhor de 60 e poucos anos, mesmo que esse senhor seja o Caetano Veloso, do que compartilhar a sua "velhice" ativamente com os filhos e os amigos de geração dos filhos, músicos mais jovens.
Como parte das comemorações do Ano da França no Brasil, o Sesc da Avenida Paulista trouxe a exposição Gainsbourg, artista, cantor, poeta, etc a São Paulo. O título já mostra que Serge Gainsbourg foi um artista de múltiplos talentos; apesar de seu sucesso na música, ele também foi artista plástico, diretor de cinema e ator, entre outras atividades artísticas. Dividida em quatro períodos da carreira de Gainsbourg, a exposição é multimídia (como era seu homenageado) tem registros fotográficos, em vídeo e sonoros. Foi originalmente apresentada em Paris no ano passado.
Quando: até 7 de setembro (terça e sexta, das 13h às 22h; sábados domingos e feriados, das 11h às 20h)
Onde: Sesc Avenida Paulista (Av. Paulista, 110, São Paulo, SP - próximo ao metrô Brigadeiro)
Sonic Youth, a mais importante e influente banda indie de todos os tempos. Referência absoluta dentre nove de dez bandas que surgiram a partir dos anos 80. Acabam de lançar mais um disco de inéditas, The Eternal. O título não poderia ser mais apropriado para uma banda que se renova a cada novo álbum. Sonic Youth, REM, Hüsker Dü, Dinosaour JR & Pixies provam a importância do rock americano para qualquer moleque que desejar se trancar numa garagem para fazer rock'n roll.
Para muitos era conhecida como "a musa da bossa nova", entretanto, Nara Leão vai muito além desse e outros rótulos. Se tivesse vivido nos EUA ou na Europa com toda certeza Nara Leão estaria ocupando o seu lugar no olimpo das grandes cantoras ao lado de uma Bill Holiday, Ella Fitzgerald ou Édith Piaf. Como estamos em terras tupiniquins e sofrenos cronicamente da falta de memória poucos nos importamos em reverenciar, lembrar ou homenagear aqueles que já se foram ou ainda estão por ai, porém esquecidos, afastados da grande mídia e entregues a própria sorte. A quem possa interessar, há uma biografia escrita pelo jornalista Sergio Cabral:_Nara Leão, uma Biografia lançada em 2001.
Não vejo a hora de por as minhas mãos no novo disco do Tremendão Erasmo Carlos. O cara é uma fera. Se o Canadá nos presenteou com Neil Young, o Tio Sam com Bob Dylan, o Brasil não deixa nada a desejar com o Erasmo Carlos. Ainda na mesma linha de raciocínio: se do outro lado do oceano Atlântico havia Lennon-McCarthy, há Jagger-Rirchard, do lado de cá da poça temos Roberto-Erasmo. Erasmo Carlos está no mesmo patamar dessa turma citada acima. O ano de 2009 tem sido muito especial para essa galera que já enveredou pela casa dos 60 anos de idade e ainda tendo muito a dizer para as novas e velhas gerações. Reclamar do que? Não há do que reclamar. É só botar a "vitrola" para funcionar e ouvir os novos trabalhos de Neil Young, Bob Dylan e Erasmos Carlos.
Na última sexta-feira reuni alguns amigos e meus pais para comemorar o meu aniversário. Entre um queijo aqui, uma taça de vinho português ali, papo vai papo vem: vôo 447, trombocitopenia, música africana, jamaicana, nigériana,do congo, etc, etc, etc...(só para lembrar do programa do Paulo Massari, todos os domingos às 22:00 h na OI FM) botei para tocar o álbum Acabou Chorare - Novos Baianos. Meu pai no auge dos seus 81 anos ficou maravilhado com sonoridade do disco. Meu cunhado, impressionado com a cantora me perguntou quem ela era, Baby Consuelo, falei prontamente. Meu pai com toda sua sapiência não pestanejou em reconhecer o Morais Moreira na segunda faixa do álbum. Por mais aberto que me coloco as novas experiências sonoras ouvir estes discos históricos dos anso 70 (Fruto Proíbido - Rita Lee & Tutti Fritti seria outro)é tão vital como beber água em dia de verão escaldante.
A vida poderia ou não ser mais simples do que café e TV? Algumas vezes complicamos tanto. O Blur é uma grande banda de rock inglesa surgida nos anos 90 que deixou bem claro a quem quizesse ouvir que nada deve ser mais simples e direto do que café e TV. Alienação? Talvez... Não importa o que digam os críticos; a música e a letra de "Coffe & TV" são espetaculares, pois nada pode ser mais simples do que café e TV:_"então me dê café e tv, tão simples eu vi tanto, eu ando cego"
Cofee & TV
Do you feel like a chain-store practically flored One of many zeros kicked around bored Your ears are full, but you're empty holding out your heart to people who never really care how you are
Chorus So give me coffee and TV Peacefully I've seen so much, I'm going blind And I'm brain-dead virtually Sociability is hard enough for me take me away from this big bad world and agree to marry me so we can start over again.
Do you go to the country it isn't very far There's people there who'll hurt you 'cos of who you are your ears are full of their language there's wisdom there you're sure 'till the words start swirling/slurring and you can't find the door
1. Green Day – '21st Century Breakdown' 2. Lily Allen – 'It's Not Me It's You' 3. Lady GaGa – 'The Fame' 4. Prodigy – 'Invaders Must Die' 5. Pink – 'Funhouse' 6. Maximo Park – 'Quicken The Heart' 7. Beyonce – 'I Am Sasha Fierce' 8. Bob Dylan – 'Together Through Life' 9. Jim Reeves – 'The Very Best Of' 10. Kings Of Leon – 'Only By The Night'
Sintam o peso desta declaração do Bill Wyman sobre a rapaziada aí acima:_"Things would have been a whole lot difference in britain without the american folk blues festivals; they proved to be rich legacy for musicians throughout europe,"
Quer saber mais sobre a Island Records? Não pense duas vezes vá correndo buscar a Mojo desde mês que já se encontra nas melhores casas do ramo. Nos casting do selo: traffic spooky tooth king crimson p.j harvey free mott the hoople cat stevens B-52s kid creole & the coconuts pulp paul weller king sunny ade the incredible string band john cale tom waits fairport convention amy winehouse tricky LKJ black uhuru grace jones john martyn the upsetters roxy music jethro tull brian eno dillinger the slits aswad bob marley U2 Nick Drake
Bod Dylan é um incançável artista de mil e uma facetas. Não bastasse ter revolucionado o rock'n roll e lançado álbuns antológicos ao longo de quatro décadas de ininterrupta atividade ainda nos brinda com uma seleção de artistas e músicas apresentadas no seu programa de rádio semanal que foi ao ar entre os anos de 2006 e 2007.
Os shows foram transmitidos via internet e o áudio das gravações também está disponível nos links abaixo no site: http://www.meiodesligado.com/search/label/downloads
Marcelo Camelo Mundo Livre SA Móveis Coloniais de Acaju Vanguart Volver Heavy Trash (USA) Retrofoguetes Vivendo do Ócio The Keith Candeias Rock City Decomposed God Black Drawing Chalks
O Abril Pró Rock é um dos mais importantes festival de rock independente abaixo da linha do equador que acontece anualmente na cidade de Recife.
"O cantor norte-americano BOB DYLAN alcançou o topo da parada britânica pela primeira vez em 39 anos com seu novo álbum “Together Through Life”. O disco de Dylan foi lançado na semana passada. De acordo com informações do semanário inglês “New Musical Express”, a última vez que o cantor liderou a parada foi em 1970, com o álbum “New Morning”. O segundo lugar da parada britânica ficou com os ingleses do THE ENEMY e o terceiro com a cantora americana Lady Gaga. A lista ainda inclui PINK, PRODIGY e KINGS OF LEON". (Fonte: http://whiplash.net/)
A Hard Rain’s A-Gonna-Fall
Oh, where have you been, my blue-eyed son? Oh, where have you been, my darling young one? I’ve stumbled on the side of twelve misty mountains, I’ve walked and I’ve crawled on six crooked highways, I’ve stepped in the middle of seven sad forests, I’ve been out in front of a dozen dead oceans, I’ve been ten thousand miles in the mouth of a graveyard, And it’s a hard, and it’s a hard, it’s a hard, and it’s a hard, And it’s a hard rain’s a-gonna fall.
Editar um blog sobre música e todas as sua conexões possíveis e não ter um post sobre os quatros cavalheiros de Liverpol seria uma falha imperdoável de modo que por mais clichê que possa soar eis mais um post dos Beatles
O destaque da última edição do programa ronca ronca (todas às terça-feira às 22:00 h na OI FM) fica por conta dos novíssimos álbuns de Lula Queiroga - Tem juízo mas não usa - & Rodrigo Campos - São Mateus não é um lugar assim tão longe. Segue a lista das músicas tocadas no programa. Acesse a OI FM e ouçam o podcast - http://www.oifm.com.br/ronca/ the clash - "armagideon time" (ao vivo) solomon burke - "get out of my life woman" lula queiroga - "você não disse" daminhão experiença - "água" robert logan - "accurate spit boy" george benson - "take five" descobrimento do brasil m.r abrams, g.lewis, r.mitchell - "scrape" the dandy warhols - "primary" johnny winter - "mama, talk to your daughter" (ao vivo) rodrigo campos - "brother josé" burt bacharach - "do you know the way to san jose" the beatles - "baby, it is you" cachaito - "tumbanga" buraka som sistema amadou & mariam - "magossa" the black keys - "she said, she said" stealers wheel - "stuck in the middle with you" frank zappa & the mothers of invention - "any way the wind blows" the incredible string band - "dear old battle field" marlene - "bonequinha iê iê iê" crass - "white punks on hope" guizado - "rinkisha" zé keti - "nosso carnaval"